quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Festival Megafônica. Noite II.

Por Marcelo Kahwage - Núcleo de Comunicação - Coletivo Megafônica














Depois do êxito de uma primeira noite recheada de ótimas apresentações, segunda noite prometia guitarras com drive no talo e muito Rock and Roll no dia Pancada do Festival.

E sem atraso sobe ao palco a banda 16 Bits(PA) e sua já conhecida bateria eletrônica, trazendo consigo uma amostra do seu eletrorock quase matemático. Parecia que tinha brasa no palco, pois os caras pulavam a toda hora, mostrando uma ótima performance. Em seguida entram os debutantes do Beatle George (AM). Thiago Oliveira do coletivo Pogobol me perguntou o que tinha na água dessa galera de Macapá pra aparecer tanta banda legal desse lugar. Chegamos a conclusão que a linha do equador tinha alguma coisa a ver com isso. Com um vocalista escrachado, um guitarrista de feeling impressionante e com ótimas referencias (Jeff Beck, Eric Clapton), mandaram ver num blues certeiro. Depois foi a vez do Destruidores de Tóquio(PA) que fez um show correto e bem tocado. O público presente apreciava suas ótimas canções, um pop com pitadas_sessentistas.


Outra banda com ótimas referencias foi o Veludo Branco(RM), que sintetizou o rock dos anos 70 em seu som e tinham tudo que uma boa banda de rock deve ter: uma cozinha pulsante e um guitarrista/vocalista que mandou ver nos riffs. Ainda mantendo as válvulas aquecidas entra em cena o Turbo (PA). O rei do Muff, Camillo Royalle estava inspirado e se mostrou um excêntrico Rockandroller . as participações especiais foram um atrativo a mais com Andréa do Eletrola e Larissa Xavier do La Orchestra Invisível, que deram um gás adicional ao show. Sorrateiramente o Brown-Há(DF) ,que chega como não quer nada, atropela o público com o seu trem do rock ,fazendo a melhor apresentação da noite. O público recebeu de forma espantosa a energia do grupo que jogava de volta pra banda, num ciclo quase interminável. E ainda teve a participação do baixista Ariel Baudelaire, que arrebentou. Ao final da apresentação a banda comemorava o seu melhor show até então.


Como se não bastasse ainda estava por vir o rolo compressor punk dos Delinqüentes (PA). Como um leviatã sonoro, a banda engoliu o público e fez uma apresentação brutal. Jaime Catarro sempre muito de carismático, chama pra participar da ultima musica a banda Sincera, outra bem acertada participação especial.


Chegada a hora do show que Todos esperavam. O caras do Black Drawning Chalks (GO) fizeram seu primeiro show em Belém. Mostraram pegada e energia que só uma banda de igual magnitude mostraria. O show teve seu momento selvagem com as cordas da guitarra do guitarrista sendo arrancadas pelo público que estava êxtase total, num show de tirar o chapéu.


O Festival Megafonica em sua primeira edição transparece uma nova etapa na produção musical paraense, mostrando que veio pra ficar. Nesses dias em que pareceu se respirar musica, tudo foi se encaixando perfeitamente e colaborando pra que esse evento fosse um sucesso. Desde já agradecemos os coletivos parceiros que nos ajudaram bastante e principalmente aos pontos parceiros como o Blog Som Do Norte, Coletivo Pogobol e O Casarão Floresta Sonora. Agora já podemos dizer com muito ânimo: Que venha o próximo festival!!!




3 comentários:

Bárbara Andrade disse...

Marcelo, sensacional seu texto, me senti no festival de novo.
Já deu até vontade de fazer o segundo!
Valeu toda galera do Megafônica, com uma coletividade pulsante, não se poderia ter outro resultado!

joao disse...

Que venham inúmeros Festivais Megafônica pela frente!!!
Sucesso sempre pressa galera de Belém!!!
Belém é do caralho! haha!

abraços!!

Brown-HÁ disse...

Foi demais mesmo...mais uma vez, parabéns para vcs pela organização e pelo festival como um todo...precisando da nossa energia, eh soh chamar!! em Belém, nos sentimos em casa!! valeu galera e viva o rock'n roll!